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Mediação via videoconferência e via telefonema

A empresa responsável pelas mediações entrou em contato comigo e me questionou sobre a possibilidade da realização da mediação com a empresa ré de um de meus processos. Contatei minha cliente, expliquei como seria realizada e agendamos no mesmo dia uma audiência de mediação, que pela minha escolha, foi através de um simples telefonema por ser mais versátil e para que eu pudesse conhecer esta opção que não conhecia ainda.

A audiência foi rápida e prática. Achei muito interessante, pois muito embora não tenha solucionado o conflito, já iniciou o caminho para sua solução, tendo em vista que continuo negociando a possibilidade de acordo com a empresa ré.

Com este fato, pode-se concluir que o uso das tecnologias se vê muito avançado e muito bem utilizado no campo jurídico, tendo em vista que através dela, consegue-se aproveitar melhor o tempo para o desenvolvimento de outras atividades, processos, peças e estudos, sem ter que se deslocar até o Fórum, aguardar a audiência, realizar a mesma e somente depois retornar ao nosso escritório para os demais trabalhos.

É importante ter um ambiente virtual de mediação e conciliação

O projeto do Ambiente Virtual de Mediação e Conciliação pode ajudar diversos mediadores espalhados pelo país e não somente isso, mas criar um geomapeamento dos conflitos mais comuns, que podem ser filtrados pelo país, região, estado, cidade, bairro e núcleo, tendo como objetivo criar políticas inovadoras de mobilização social que, mediante as informações gráficas, podem solucionar os problemas dessas comunidades.

Outro objetivo que o projeto se propõe a realizar é expandir as possibilidades de resoluções dos conflitos, pois o ambiente tem como fim principal a criação de uma comunidade virtual de interação, totalmente engajada e apta a compartilhar os casos dos moradores entre os mediadores e núcleos do país inteiro, ou seja, o ambiente propõe uma expansão da visão de mediação comunitária em todo o país.

Mediação Digital: A sociedade moderna a um clique da Justiça

Assim, inegável se faz mencionar quão importante é todas as pesquisas e estudos
envolvendo métodos alternativos que possam colaborar e auxiliar na solução dos conflitos,
como a proposta do instituto da mediação, e por consequência da mediação digital, na
busca pela pacificação social, efetivação das políticas públicas e a cooperação entre os
envolvidos que acabam por tornar o processo mais justo e solidário, garantindo assim, a
eficácia dos direitos sociais insculpidos no Texto Constitucional, ampliando o espaço
democrático de inclusão na medida em que os próprios envolvidos empenham-se por suas
conquistas, através do “diálogo” transformador e da visão de empoderamento entre as
partes.
A mediação digital é uma ferramenta disponível na página do Conselho Nacional
de Justiça, que permite a solução de alguns conflitos pré-processsuais. Fundamentada com
a vigência da Emenda nº 02, que atualizou a Resolução nº 125/2010 do CNJ, ajustando-a as
novas legislações que preconizam a busca pelo tratamento consensual de conflitos, veio de
forma a contribuir com o Poder Judiciário, além de dar maior efetividade e celeridade
processual.
Todavia, em que pese trate-se de imenso avanço na busca de se garantir a
efetivação da política pública de acesso à justiça, insculpido como direito e garantia
fundamental pela Carta Magna, questiona-se: é correto afirmar que a mediação digital,
inserida no ordenamento jurídico a partir da Emenda nº 02 da Resolução 125/2010 do CNJ,
em complemento à Lei nº 13.140/2010 – Lei de Mediação –, e do Código de Processo Civil,
possui a capacidade de ser instrumento de inclusão e pacificação já que os conflitos são
tratados por meio de uma tela de computador?
Com propósito de trazer respostas coerentes a tal questionamento de forma a
elucidá-lo, far-se-á utilização do método dedutivo na presente pesquisa mediante emprego
de pesquisas bibliográficas.

PALAVRA DO BOM MEDIAR

O que é Mediação?

Forma de encaminhar um conflito e requer um terceiro para colaborar na resolução do mesmo.

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